16 de agosto de 2021
As 4 habilidades mentais de pessoas bem sucedidas

by:Caffeine Academy

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Você já parou para pensar que muitas histórias de sucesso tem mais a ver com o desenvolvimento de habilidades do que apenas com sorte? A gente se compara com o Bill Gates, Jeff Bezos e tantos outros nomes com uma carreira mundialmente conhecida, mas não observamos quais foram as habilidades capazes de pavimentar esse sucesso até o topo.

Costumamos pensar que pessoas bem sucedidas já nascem com triunfo no DNA, quando, na verdade, estamos diante de mentes comuns com maior treinamento e aproveitamento de suas habilidades cognitivas, além de serem melhores em planejar e otimizar seu tempo.

Melhorar a performance do cérebro é uma demanda crescente na sociedade moderna, não só pela busca do status de “bem sucedido”, mas principalmente para assegurar uma melhor capacidade para lidar com informações novas de forma rápida e precisa, gerando ações e pensamentos em alta performance nos mais diversos campos da vida.

Nos últimos 10 anos, a neurohacker Elizabeth Ricker estudou os segredos do sucesso mental - primeiro como pesquisadora do cérebro no MIT (Massachusetts Institute of Technology), depois como tecnóloga no Vale do Silício (berço das inovações em tecnologia e negócios disruptivos nos Estados Unidos). 

Ao longo do caminho, Ricker percebeu que há um pequeno conjunto de habilidades cognitivas que desempenham um papel relevante em nosso trabalho, relacionamentos e qualidade de vida. No entanto, essas não são habilidades com as quais nascemos ou nunca teremos. 

Para ela, esses talentos são treináveis, possibilitando sua ampliação ou lapidação na busca de ganhos funcionais para a vida e a rotina de cada pessoa.

Alinhado a isso, Elizabeth Ricker considerou as quatro principais habilidades mentais de pessoas super bem-sucedidas e separou algumas ideias de como praticá-las diariamente. Confira!

As 4 habilidades mentais de pessoas super bem-sucedidas

1. Função executiva

Sua função executiva supervisiona alguns processos importantes em seu cérebro: primeiro, há sua flexibilidade mental ou sua capacidade de brincar com ideias diferentes ou abstratas. Depois, há a memória de trabalho, que é a capacidade de usar as informações existentes para resolver um problema. Por último, o autocontrole que garante o domínio sobre seus próprios impulsos, emoções e paixões; o controle sobre si mesmo.

Um estudo de 2016 descobriu que os líderes transformacionais tendiam a ter níveis mais elevados de funções executivas .[1] A pesquisa também descobriu que o declínio das funções executivas é um dos aspectos mais desgastantes do envelhecimento.

Felizmente, a função executiva parece ser uma habilidade mental treinável, já que as crianças não nascem com essas habilidades, mas sim com o potencial para desenvolvê-las. Da mesma forma em que a gama completa de capacidades mentais continua a crescer e amadurecer durante os anos de adolescência e início da idade adulta. [2]

“As habilidades de funções executivas aumentam nosso potencial de sucesso econômico, pois somos mais bem organizados, aptos a resolver problemas que exijam planejamento e preparados para nos adaptar a mudanças de circunstâncias. Para a sociedade, o resultado é uma maior prosperidade em função de uma força de trabalho inovadora, competente e flexível.”

 

Leia mais sobre em Desempenho cognitivo: o que é e como estimular suas habilidades

2. Autorregulação emocional

Foi Viktor Frankl, Ph.D., um sobrevivente do Holocausto que estudou como extrair o significado pessoal do sofrimento e do trauma, que disse: "Entre o estímulo e a resposta, há um espaço. Nesse espaço está nosso poder de escolher nossa resposta . Em nossa resposta está nosso crescimento e nossa liberdade. "

Podemos interpretar o "espaço" da citação de Frankl como um lugar para exercer a autorregulação emocional. Nesse espaço entre o estímulo e a resposta, temos uma escolha a fazer. O que fazemos nesse espaço determina nosso futuro. Aprender como gerenciar suas emoções e pensamentos nesse espaço crítico é onde reside "nosso crescimento e nossa liberdade".

A partir da pesquisa, conclui-se que a alta autorregulação emocional está ligada ao sucesso no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. [3] E, ao contrário de outras habilidades mentais, a autorregulação emocional não parece diminuir com a idade. Na verdade, os adultos mais velhos superaram os mais jovens e as crianças em autorregulação emocional, o que implica que é uma habilidade que requer prática.

Com o desenvolvimento de diferentes produtos tecnológicos, novas ferramentas foram criadas com o intuito de ajudar as pessoas a melhorar a autorregulação emocional em qualquer idade. As primeiras pesquisas indicam que jogos baseados em biofeedback, podem ajudar crianças e adultos a regular melhor suas emoções.

3. Aprendizagem

Aprender é a capacidade de encontrar algo novo e torná-lo parte de você - seja como uma memória, um fato ou uma habilidade. Memória é a capacidade de extrair algo que você aprendeu ou conheceu no passado. 

Ser capaz de aprender e lembrar rapidamente é cada vez mais importante com o ritmo de mudanças que vivemos hoje. Felizmente, a memória e o aprendizado são habilidades muito treináveis. 

Mesmo as pessoas que literalmente competem no Campeonato Mundial de Memória não nascem com essa habilidade totalmente desenvolvida. Eles praticam métodos explícitos de memorização ao longo de muitos anos. Uma das formas favoritas e subestimadas de aumentar a memória e o aprendizado de Ricker é através dos exercícios para memória.

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4. Criatividade

Onde o aprendizado e a memória nos ajudam a jogar na defesa, a criatividade nos ajuda a jogar no ataque. Em um estudo da IBM com mais de 1.500 CEOs, a criatividade foi avaliada como a habilidade de liderança mais importante - mesmo acima do trabalho árduo.

A criatividade também está ligada ao que mais valorizamos como humanos. Para simplificar, vamos chamar de criatividade a capacidade de produzir coisas novas e úteis. 

Quando pensamos em grandes nomes que fizeram a diferença ao longo do tempo, frequentemente pensamos em sua criatividade: o que a teoria da evolução, a relatividade geral e especial e o cubismo têm em comum? 

Cada um de seus desenvolvedores foi incrivelmente prolífico. [4] Charles Darwin publicou cerca de 120 artigos acadêmicos. Albert Einstein publicou cerca de 250 artigos. Pablo Picasso é creditado com mais de 20.000 pinturas, esculturas e desenhos. A criatividade era o que alimentava o trabalho dessas mentes, hoje consideradas geniais.

Afinal, entrar em um estado de fluxo, também conhecido como estar "na zona", é uma experiência inerentemente prazerosa. É uma alegria concentrada, uma sensação de estar imerso, totalmente absorvido e com um foco energizado. É uma sensação comum quando se está no auge da criatividade. 

Muitos artistas, cientistas e performers relatam que perdem a noção do tempo e todo o senso de si mesmos quando estão envolvidos em seu ofício. Portanto, temos boas notícias: a criatividade é importante - e é divertida. Mas melhor que isso, ela também é treinável. 

Uma das formas de aumentá-la, de forma simples e efetiva, é caminhando, especialmente ao ar livre. Isso é o que mostra que quatro experimentos realizados pela Universidade de Stanford, demonstrando que caminhar estimula a criatividade em tempo real e logo depois. [5]

Além disso, o estudo também apontou que os efeitos da estimulação ao ar livre e da caminhada eram separáveis. Isso porque, os participantes que praticaram caminhadas em uma esteira interna não apresentaram os mesmos resultados de quem realizou o mesmo exercício em ambientes externos. 

Levando a conclusão de que, caminhar lá fora abre o fluxo livre de ideias, e é uma solução simples e robusta para os objetivos de aumentar a criatividade e aumentar a atividade física.

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Agora que você já conhece os pontos fortes de mentes bem sucedidas, comece a identificar quais pontos você já tem um bom desempenho e quais precisam ser melhorados para alcançar sua máxima performance cognitiva. Elabore técnicas e estratégias voltadas para a eficácia e potencialização das suas capacidades cognitivas por meio de atividades que produzem mudanças reais no cérebro.

Autor:
Caffeine Academy