30 de junho de 2021
Beber café pode reduzir o risco de doenças hepáticas, revela estudo britânico

by:Caffeine Academy

Uma pesquisa realizada no Reino Unido e publicada na revista BMC Public Health em junho de 2021, descobriu que o consumo regular de café está associado a uma redução significativa do risco de desenvolvimento de doenças hepáticas. 

O estudo avaliou os dados de saúde de quase 500 mil pessoas, entre 384.818 bebedores de café e 109.767 não bebedores de café. Os resultados obtidos durante um acompanhamento médio de 10 anos foram os seguintes: 

  • 3600 casos de doença hepática crônica;
  • 184 casos de carcinoma hepatocelular;
  • 301 mortes associadas à doença hepática.

Esse estudo foi realizado entre consumidores de café ( incluindo café descafeinado, solúvel e moído) e não consumidores. Em comparação com os que não bebiam café, os que bebiam café tinham menores razões de risco de desenvolver doença hepática.

Os bebedores de café apresentaram uma redução de 21% no risco de desenvolver da doença, assim como apresentaram um risco 20% menor para doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).

Os participantes do estudo também apresentaram redução no risco de morte por doença hepática crônica, chegando ao percentual de 49%. As associações para café descafeinado, solúvel e moído individualmente foram semelhantes para todos os tipos combinados.

Leia mais sobre no O guia do café

Associação do café a prevenção de doenças hepáticas

As doenças hepáticas podem ser herdadas (genética) ou causadas por uma variedade de fatores que danificam o fígado. As manifestações das doenças não são evidentes, podendo passar facilmente despercebidas, sobretudo em uma fase inicial.

E, apesar do consumo de café estar associado a taxas mais baixas de doenças hepáticas, pouco se sabe sobre os efeitos dos diferentes tipos de café, que variam na composição química.

Os pesquisadores acreditam que os resultados positivos da bebida associado à prevenção da doença se dão graças às propriedades anti-inflamatórias ou anti-fibróticas do café, duas vias principais e inter-relacionadas com as doenças hepáticas e câncer de fígado.

Lembrando que o café é um superalimento, o grão do café verde possui vários minerais, como magnésio, cálcio e zinco, além aminoácidos, lipídeos, açúcares, ácidos clorogênicos e vitaminas do complexo B, essenciais para manutenção da saúde do nosso organismo.

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Assim, é possível afirmar que uma boa xícara de café pode ser usada como uma forma acessível para diminuir o risco de desenvolver doenças hepáticas e de cirrose (cicatrizes graves no fígado), de auxiliar nos casos de doença hepática gordurosa e reduzir as taxas de hospitalização ligadas a estas doenças.

No geral, não há uma quantidade determinada sobre qual a quantidade de café ou cafeína é necessário para esse benefício, assim, o recomendado é uma ou duas xícaras de café por dia.

Pessoas com problemas gastrointestinais devem ajustar a ingestão da bebida de acordo com o que podem tolerar, não devendo aumentar os níveis de consumo com a intenção de melhorar os resultados do fígado.

 

Autor:
Caffeine Academy